quinta-feira, 21 de maio de 2015

Busco seu olhar meio sem querer ver sentir
Ainda que sem permitir invade
Desde aquela chama antiga até o que o tempo não permitiu viver
Solto o riso sem permissão
Indolente insolente revive cem momentos
Engulo em seco a saudade
Do tudo que quis sonhei desejei
Mas não era o tempo exato
Aquele ainda não era...

15/02/15
Parece-me pouco. O tempo, as alegrias, os sonhos, momentos, sentimentos.
Enfadonhas, as tormentas esvaem-se lentamente, de forma imperceptível. 
Agradável é perceber que tudo que era conhecido já não há mais, ainda que conforto, trazendo a preferível mudança para a nova realidade, pronta para transformar.

12/02/15
Quanto mais penso, menos compreendo.
Pergunto e me fogem as respostas.
Inspeciono e nada encontro.
Parece-me que tudo quanto preciso, me é proibido.
Não importa o quanto me esforce.
O quanto dedique, exponha, ceda.
Nem mesmo o que sinta honestamente ou mesmo que sofra por isso.
Quando a sensibilidade alheia é tolhida, quando se é pisado, magoado, enganado, pode-se refazer, entendendo que infelizmente nem todos são bons. Ou torna-se um destes monstros reais, frios, pobres de sentimentos, egoístas, maus, sem essência, mentirosos, insensíveis, indiferentes, incapazes do menor gesto de gentileza, carinho, afeto, amor.
Vendo as pessoas que conheço de ambos os lados, prefiro continuar perdendo (aparentemente), mas ainda crer que existam alguns seres capazes de humanamente, tocarem minha vida, pedindo licença. Respeitando-me. Batendo na porta da minha alma e entrando devagar. Paulatinamente, para ficar.

12/02/15
Circunstancialmente forte.
Momentaneamente frágil.
Lágrimas sem permissão escorrem, lavam olhos, rosto, menos alma. Esta mantém-se definhando no movimento de doer-se e refazer-se. Na difícil tarefa de bater os pés no fundo. Onde o impulso é possível, lançar-se para cima é necessário, olhar para fora é inevitável. 
Selo os olhos com as mãos, recuso perguntar motivos, ainda assim, choro. Por tudo. Por saudades, dúvidas, incertezas. Por não compreender. Por sentir impotência em reorganizar, em acertar. Esperando um dia receber a compreensão de tudo que me foi negado, impossibilitado, não vivido. Um dia, quem sabe.

12/02/15
Bom dia!
Apesar das adversidades...
Das dificuldades...
Da torcida contra.
Troco pelo sorriso de quem me ama!
A sinceridade de quem se importa!
A presença de quem é verdadeiro!

12/02/15
Parece que tem gente que segue a vida naturalmente. Com seu script pronto, revisado, organizado. Onde tudo foi traçado á régua, compasso, esquadro. Vejo estas vidas no meu entorno e tento projetar minha própria existência como se assim pudesse ter sido. Não consigo. Cada queda, tombo, fundo do poço levanta o braço na chamada. Minha história de cursos curvos, acidentes geográficos e tempestades não faz par nem parceria com outras formas. Fez de mim esta que sou, ainda que meus defeitos suplantem virtudes, mesmo que doa antes da chegada da cura, que sangre infindável até a cicatrização, meu eu transborda honesta sensibilidade, Hoje, sempre, ainda que... Apesar de...

08/02/15
Não há o que se possa fazer quando a mente decide ou define algo. Para o bem ou para o mal. Pessoas ganham e perdem o tempo todo graças a esta inflexibilidade. Já provei esta máxima. Já perdi o suficiente para, a qualquer distância, ver quando farão o mesmo. Triste, tento clarear o porvir, digo, aponto quanto e tanto está em risco. Não adianta. Perder também é uma opção e uma decisão. E cada um necessita passar por esta experiência. É parte da evolução e do crescimento individual. Não há o que o amor ou cuidado possam fazer. Ainda que não aprenda e reincida. Diversas vezes cometa a teimosia de vendar os próprios olhos. É assim que se evolui. Na zona de conforto do acerto, há apenas satisfação. Portanto, viva o equívoco, o erro! Mas que em algum momento haja capacidade de compreender que certas repetições são demonstrações claras de imaturidade. Hora de crescer.

07/02/15
Procuro pessoa verdadeira, honesta, sincera para relacionamento duradouro, onde achismos e julgamentos não existam, tampouco seja capaz de ferir ou magoar. Que se interesse pelo ser e não pelo ter, se preocupe com o que é real, descartando falsas emoções. que seja madura e carregue uma criança alegre dentro de si. Que pergunte na dúvida e confie. Que compreenda o silêncio mas ame as palavras. Que saiba que mãos dadas, algumas vezes, é ainda mais importante que outros gestos e atos. Que louve a simplicidade mas tenha interesse pelo desconhecido.
Procuro.


27/01/15
A única verdade absoluta da vida, além da morte, é que, no mais profundo da minha alma, estou sempre sozinha, Minhas decisões, as situações que vivo, dificuldades que passo, são apenas minhas . Não há com quem dividir ou contar para diminuir o peso. Bagagem pesada, mas minha. Dói, sim. Ser só não é solidão, que não sofro dela, mas olhar para a imensurável grandeza desse mundo e não encontrar ninguém, só a mim.

18/01/15
Não me protejo nem me defendo dele, ainda que doa, o prefiro a passar sem senti-lo. Vem, amor, sou casa aberta, janelas escancaradas, varandas com rede e cadeira de balanço. Confortável, aconchegante. Não olho com desconfiança, mas com curiosa alegria em sempre revê-lo. 
Traga o riso, deixe-me corar. Solta a gargalhada presa, devolve aquele olhar. O choro, ainda que inesperado ou indesejado. A dor, algum sofrer. Mas faça-me sentir, amor, pois tudo que vem de você ainda é preferível a desconhecê-lo ou ignorá-lo. 

12/01/15