sábado, 28 de junho de 2014

Perdoar-se e compreender-se
Amar-se e aceitar-se
Não há verdade que se esconda
De você ou se omita
Arrastei culpas e dores
Julgamentos cruéis
Dor por auto punir
Quem sou e sinto
Olhei então para trás
Com alguma ternura
Joguei os braços à frente
E abracei minha criança
Confortada saiu de cena
Trazendo a jovem
Pelas mãos trêmulas
Tímida e equivocada
Trocando de lugar
Com a mulher em idade
Imatura em sentimentos
Que sonhava infinito
Diariamente sem medidas
Querendo o impossível
Sentimentos inalcançáveis
Cometendo bobagens
Caindo de amores
Sofrendo em paixões
Faltando estruturas
Incompreendendo emoções
Enfim me vendo ali
Parada e sorrindo
Piscando os olhos
Remissão surgindo
Faço o que devo
E mereço de melhor
Envolvo-me num franco
Gesto de acolhimento.

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