Assim, tudo vai se encaminhando
Encaixando no dia
Encontrando mãos à noite
Fazendo silêncio no afã
E suspirando até arder narinas
O odor com taquicardia
Num apertar e amassar
Escondido nas cobertas
Um tremor no canto dos lábios
Segurando o sorriso frouxo
Teimoso que insiste em cair
Da boca não autorizado
Baixando a guarda a pedido
Entrega o eu que falta
Rotineiramente nas conversas
Nas entregas furtivas
Criando realidades madrugada
Adentro
Expondo quão cru se pode
Exibir de verdade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário