Então eu vi.
E segui com os olhos.
Tive vontade de chamar pelo nome, mas presa pela mão que me segurava, fiquei.
O passo que quase dei, ficou suspenso no ar por poucos segundos.
Suficientes para me imaginar dando-o.
E completando com outro.
E mais outro em sua direção.
O trêmulo sorriso forçando meus lábios.
Rasgando minha resistência.
A boca toda.
Olhos de luminosos noturnos.
Piscando intermitentemente.
Narinas infladas.
Captando seu cheiro de longe.
Sonhando acordada com ele perto.
Coração sufocando na garganta.
O ar que não consegue passar.
Então a mão na minha mão, com um suave puxão, traz meu eu de volta.
Traz minha atenção agora.
Enquanto você vai passo a passo distante cada vez mais.
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