quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Aos intuitivos;

A cabeça fica cheia de coisas assim, tão de repente... Não busquei saber, não procurei, em nenhum momento fui atrás de coisa alguma, mas para pessoas como eu (e que tipo de pessoa sou realmente?), as coisas caem no colo.
Não gosto de ser assim, saber de tudo sem querer saber. Ser informada sem perguntar. Ver o que meus olhos não procuram. Simplesmente porque dói e não tenho a intenção de ficar dolorida sempre. Eu quero e mereço ter paz, ser feliz e gozar de alguma tranquilidade nesta vida (como é horrível não usar o trema, não acostumei-me ainda...).
Mas se as coisas são assim mesmo, eu vi, li, olhei, tomei conhecimento e não resisti, chorei copiosamente, até os músculos do rosto doerem e ainda assim não consegui parar. E o pranto tomou-me de tal modo que não havia controle, apenas as lágrimas rolando num movimento contínuo. Onde vão parar as forças? Não houve o que fizesse as tais abrandarem.
Foram horas assim, num choro compulsivo. Claro que dava trégua, consegui respirar profundamente algumas vezes, mas quê? Quando voltava vinha de tal forma cruel que parecia mal ter começado.
Não entendo ainda os porquês. Penso e repenso e nada de ter uma mínima noção de como a vida estava boa e tranquila e repentemente tornou-se esse oceano, em grandeza e profundidade de perguntas, dúvidas e desilusões.
Minha decepção é do tamanho do meu amor.
Não confio na própria sombra, essa danadinha ainda passa-me uma rasteira!

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