Minha atual dificuldade é compreender como é regido o coração que vive dentro do meu. Sinto o calor do sentimento mas a frieza da atitude. Não consigo formular pensamentos adequados.
Se trazer à tona sentimentos que esqueci, abdiquei, desisti, faz com que o choro, a dor e minhas entranhas sofram de novo, relembro o motivo de tê-los aprisionado em masmorra.
Minhas intensidades travam a garganta. As sensações gritam enquanto latejam. As vontades ralam meus joelhos em asfalto quente. Sangro fora, dentro, no entorno. Lavo de lágrimas minhas mazelas, salgando o que deveria permanecer doce.
Peço inquieta e silenciosa, rogando um pouco daquilo que sonhei. Vejo pela fenda estreita. Pisco líquido saltitante. Ardor nas narinas que o tempo todo assoo. Chamo de meu o que desconheço pertencer a mim.
Ousadia ou soberba, parafernália na minha vida, resolva o ciúme, a posse. Compreenda opções, opiniões e certezas. Pare o questionamento intransigente. Desnecessário, doloroso, cruel.
Entregue o interior, a mente. Suas forças, pensamentos. Desejos, vontades. Dê-se inteiro, abuse da largura e comprimento, venha sem medidas. E permita o fim dessa angústia e o começo de toda alegria.
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