quinta-feira, 5 de abril de 2012

"Não sei como acontece ou por que, mas quando percebo, pensei em você e nos seus olhos caindo para dentro dos meus, sua boca vagando pela minha sem pressa alguma e as mãos perdidas, minhas e suas. E isso tão forte em mim que não parece lembrança, mas ato. Ouço sua respiração, aquela que um dia eu disse que mexia comigo. O hálito morno no meu olfato, enlouquecendo minhas pernas e enfraquecendo meu juízo. Você em tudo arrepiando minhas entranhas.

Abrio os olhos para o nada sem você. Quem sabe amanhã."

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