quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Tomando consciência dos males que faço a mim, possibilito o bem se aproximar.
Afastando o que me atrasa, o que me entedia, deixando o que me magoa, o que me entristece.
Abandonando coisas desnecessárias e pessoas supérfluas.
Sangrando, doendo e sem pudor, sofrendo. Já que não vivo de outra forma, já que necessito tanto de alguma dor.
Vivo de paz e uma harmonia enormes, de quando em vez procuro meu inferno particular. A cada dezena de anos o tédio me alcança. Acabo descendo alguns degraus e enlouqueço por algumas semanas.
E deixo-me assim, com insanidade, para buscar os próximos dez anos.
Subo os degraus e volto a mim.

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